Tudo o que eu sei sobre comida

Eu não sou nutricionista nem nutrólogo. Sou um simples desenvolvedor de softwares que gosta muito de ler. Ultimamente me dediquei um pouco aos temas alimentação e saúde.

Li três livros sobre o assunto até o momento, ou seja, já aprendi mais sobre nutrição em um mês do que um estudante de medicina aprende durante o curso inteiro. É triste, mas é verdade. Os médicos estudam muito sobre doença e quase nada sobre saúde.

Há 2.400 anos, um tal de Hipócrates, tiozinho grego considerado o “pai da medicina moderna”, já dizia:

Deixe que o seu alimento seja o seu remédio e que o seu remédio seja o seu alimento.

Mas pelo jeito as faculdades de medicina estão cagando para a parte do alimento. Elas preparam seus alunos para remediar, ou seja, prescrever medicamentos. Quem ganha com isso? O patrocinador do esquema: a bilionária indústria farmacêutica.

O paciente chega todo estragado ao consultório médico. Sedentário, obeso, hipertenso, cardíaco, diabético, fumante e o caralho. O médico pede um hemograma completo. Após constatar o óbvio, escreve o nome de um monte de drogas num bloquinho, bate um carimbo, rabisca uma assinatura, destaca e entrega ao coitado.

E é isso. Boa sorte. Passe bem e volte daqui a alguns meses.

O cara continua comendo um monte de tranqueiras, só que agora os efeitos são mascarados pelos remédios. A pressão arterial se normaliza, colesterol e triglicérides caem… Aquele médico é danado de bom mesmo, hein?!?

Tá.

Deixe de assistir televisão e vá estudar. Use a internet para algo útil.

O que você REALMENTE precisa saber sobre saúde e alimentação não é a Rede Globo que vai lhe ensinar. Ana Maria Braga, Fátima Bernardes, Dráuzio Varella que me desculpem, mas eu prefiro aprender lendo bons livros, garimpando blogs especializados e assistindo vídeos de qualidade.

Um dos livros mais esclarecedores que eu li sobre alimentação se chama Dieta da Mente, do Dr. David Perlmutter.

No YouTube, vale muito a pena ver os vídeos do Juliano Pimentel, um médico jovem e dinâmico.

Experimente também procurar por “Lair Ribeiro” no YouTube. Tem muita coisa boa para assistir ao invés de futebol e novela.

No fim do dia, o importante é começar a prestar mais atenção no que você coloca no carrinho de compra. Nas prateleiras do supermercado, 90% é produto alimentício. Só 10% é alimento.

Alimento não tem embalagem. Alimento não tem etiqueta informando ingredientes e calorias. Alimento apodrece se não for consumido rápido.

Quando você se dá conta disso, passa a ir menos ao supermercado e mais ao varejão e à feira livre.

Entenda uma coisa: quem vai mais à feira vai menos à farmácia.

Eu não sou diabético nem tenho problema com glúten ou lactose. No entanto, me beneficiei muito quando reduzi o açúcar e cortei pães, bolos, massas, tortas e biscoitos da alimentação do dia-a-dia. Nada me impede de ir a um rodízio de pizzas ou saborear uma fatia de bolo num aniversário de vez em quando. Mas é de vez em quando MESMO.

Por outro lado, aumentei a ingestão de ovos, manteiga, óleo de coco, azeite de oliva, queijos, peixes, castanhas, frutas vermelhas, verduras, cacau em pó, gengibre, canela, açafrão e vinho tinto. Fabrico meu próprio leite de amêndoas, adoro carne de porco e não dispenso a gordurinha da picanha.

Resultado?

Estou melhor que o meu médico.

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