Depois de quanto tempo posso visitar um recém nascido?

Há algumas regras básicas de etiqueta nesses casos.

Ignore-as.

Eu sugiro que você passe a se orientar pelas dicas a seguir. É mais seguro.

Nunca visite um bebê na maternidade. Vá somente se for o pai. E mesmo assim, certifique-se de que a mãe quer você por perto. A presença da avó materna também está liberada, mas só quando puder ser realmente útil. Afinal, não é porque é avó que a pessoa presta para alguma coisa.

Quando mãe e bebê forem para casa, nos primeiros 7 dias só devem estar por perto o pai da criança e os avós que forem vivos. Nada de tios ou primos por enquanto. E daí que você é irmão da mãe? E daí que você é irmã do pai? Não importa se vai batizar ou ajudou a escolher o nominho. Se não deu o enxoval completo de presente ou pagou pelo parto, deixe-os em paz. Se não contribuiu até aqui, não é agora que eles vão precisar de você. Fique fora.

Do oitavo dia em diante, acesso liberado para todos os tios e primos. A coisa começa a fugir um pouco do controle, mas fazer o quê? Esse povo precisa segurar a criança e postar fotos nas redes sociais…

Agora falemos um pouco dos amigos íntimos. Primeiramente, vamos à definição. Segundo a empresária e jornalista Glória Kalil, amigo íntimo é aquele que já tomou café-da-manhã na sua casa. Esses podem visitar o bebê após 30 dias. Um mês é tempo suficiente para todo mundo se adaptar à chegada da criança e começar a receber gente de fora da família. Além do mais, o nenê já estará mais bonitinho e as visitas não precisarão mentir tanto quando disserem “Que belezinha”.

Caso você não se encaixe em nenhuma das categorias mencionadas até aqui, fique tranquilo. Existe um dia especial para você conhecer a criança e festejar com os pais, avós, tios, primos e amigos íntimos. Estou falando do aniversário de 1 aninho. Trata-se de um momento mágico. Você vai gostar…

… se for convidado, é claro.

Leve um presente. É o que manda a etiqueta.

Se não lhe convidarem, repense alguns aspectos da sua vida.

Paz.

O meu jeito certo de viajar

Eu não viajo em feriadões e também evito ao máximo a alta temporada.

Motivos médicos, sabe? Tenho alergia à muvuca. É hereditário e não tem cura, mas disseram que uma benzedeira de Santa Bárbara D’Oeste conseguiria dar um jeito. Fui até lá. Quando eu cheguei, tinha muita gente. Muvuca. Desisti.

Sempre que viajo, procuro explorar as atrações do lugar por conta própria. Para começar, dou preferência ao Airbnb. A gente fica mais à vontade e consegue se integrar melhor à vida do lugar. Hotel, só em último caso ou se for um belo resort. Aí faz sentido, pois o próprio hotel é uma das atrações principais.

Para explorar os arredores no meu ritmo, costumo alugar um carro. Normalmente compensa bastante. O Uber também é uma excelente opção, principalmente se o passeio incluir bons vinhos e você não encontrar nenhum trouxa voluntário entre os ocupantes do carro para ser o motorista da vez. A tal da “Lei Seca” está sendo aplicada com rigor em cada vez mais cidades e não vale a pena estragar uma viagem de férias por causa de um bafômetro.

Não sou fã de passeios guiados, aqueles com horário e roteiro fixos. Neles os turistas são tratados como gado, já reparou? Andam todos juntos seguindo o sujeito que leva a bandeirinha e obedecendo ordens. Comem no restaurante que o guia indicar, compram na lojinha onde ele entrar, fotografam as coisas que ele mostrar. Tem gente que prefere assim pela comodidade. Mas pra mim não serve. Eu não sou preguiçoso e sei usar a internet. Gosto de pesquisar por conta própria, planejar com antecedência e fazer somente o que me interessa.

Google + TripAdvisor + Waze + Carro = LIBERDADE

Quer uma dica para economizar com lembrancinhas de viagem? Simples. Não compre nada para ninguém. Canecas, camisetas, chaveiros, porta-retratos, quadros e plaquinhas não passam de bugigangas que gente brega adora colocar na estante ou pendurar pela casa. O problema é que gente brega normalmente não sabe que é brega. Então tenha responsabilidade e pare de trazer essas quinquilharias para esse povo. Caso lhe perguntem se trouxe lembranças, diga apenas “Sim. Trouxe fotos. Quer ver?” Isso vai afastá-los.

Vai para o exterior? Parabéns. Mas atenção! Parentes e amigos adoram pedir coisas do free shop. Os mais descarados pedem mais de um item. Os mais filhos-da-puta lhe entregam listinhas. A dica que eu dou é: não se estresse. Para todos aqueles que lhe pedirem algo, responda “Trago sim, claro!” e vá viajar tranquilo. Aproveite. Curta bastante. Na volta, passe reto pelo free shop. Nem olhe. Vá direto para casa tomar um banho e descansar. Quando o pessoal souber do seu retorno e começar a cobrar as encomendas, a dica que eu dou é: minta. Diga apenas “O produto estava em falta.” Se notar alguma indignação ou desconfiança, seja impiedoso e acrescente “Ei! Não tenho culpa de você estar sem sorte!” Siga sua vida e da próxima vez que for viajar para o exterior, não conte a esse cretino.

Agora vamos falar um pouco das fotos e vídeos da viagem.

Na boa, se você é amador, prefira fotos. A grande maioria dos vídeos ficam uma bosta: tremidos, escuros, cortados e com áudio horrível. Além disso, tem um segredo que eu preciso lhe contar: ninguém quer assistir seus vídeos. É isso mesmo. Aceite. Ver fotografias é uma coisa. A gente pode ir passando rapidamente. Às vezes até damos sorte e conseguimos avançar duas de uma vez. Mas com vídeo é diferente. Chega a ser constrangedor assistir vídeo amador bosta de viagem. Pior é quando o “cinegrafista” admite que o material deixou a desejar e faz comentários do tipo “Pena que o meu celular não filma bem.” Aí a gente pensa “O celular, né? Sei, sei.”

Modéstia às favas, eu mando muito bem nas minhas fotos de viagem, então tenho propriedade para dar algumas dicas:

  • Pense antes de fotografar. Faça de conta que você está usando aquelas câmeras antigas com um filme de 36 poses. Não saia fotografando como um retardado.
  • A vida não é feita só de selfie. Aponte a câmera para o outro lado para variar um pouco. Agora, se você tem um “pau de selfie”, saia já da internet e vá se tratar.
  • Tire algumas fotos que não contenham pessoas. Costumam ser as melhores.
  • Faça uma seleção, mande imprimir e coloque num álbum bacana. Foto boa merece estar no papel.

No mais, boa viagem.